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Qual será seu próximo destino?





A Oferta de Turismo de Gramado e Canela

O ato de conhecer e experienciar a história, a cultura e a natureza de um lugar, define puramente do que se trata o turismo em si. Em Gramado e Canela, parques, museus e afins possilitam este envolvimento para o turista, e nos ajudam a tornar a região o segundo polo turístico para os brasileiros no Brasil.

Há varias maneiras de conhecer o que existe por aqui. Uma delas é ofertada por agências e operadoras de turismo, ou pelas informações turísticas dispostas pela secretaria do turismo das cidades, contida de profissionais credenciados que devem primar pela a essência histórico-cultural e natural da região.

Nesse contexto de turismo, a acessibilidade dada pela tecnologia tem ajudado e dado centenas de opções para os turistas em geral. Ademais, quem têm se sobresaído, são principalmente os destinos/roteiros turísticos que por fim vão se enquadrar apenas em determinados ou restritos perfis de turista. Assim, quem ve e vive no mundo do turismo local, tem notado um grande descontentamento de turistas gerado pela oferta de uma pobre esperiência ao que lhes é apresentado, geralmente vinda pela ênfase de um turismo banal e comercial, que por vezes não tem relação com da autencidade ou potencial do local que vivemos.

Para corroborar com o que ocorre, agências e operadoras de turismo têm enfatizado estes roteiros de estrutura comercial, com um preço baixo para execução, mas com o foco na venda de ingressos e produtos que gere comissão pela indicação do local visitado; com o foco na comissão, a qualidade do roteiro fica para segundo plano. A execução desse tipo de roteiro é avigorado pela oferta de pessoas, sem credenciamento ou conhecimento adequado, como por exemplo, por motoristas de aplicativo, os quais vêm indevidamente atuado como guias de turismo. A questão é, até que ponto esta oferta deve interferir na qualidade das férias dadas aos turistas? Vivemos em um lugar com diversas de riquezas naturais, cheios de história e cultura, temos outras tantas opções para atrair turistas; mas parece que o foco do turismo que aqui acontece está direcionado apenas para um tipo de turismo, para apenas um tipo de turista.

Para atrair mais turistas e outros perfis de turista, precisamos também estimular e desenvolver o turismo em lugares não tão “gourmetizados”, que por vezes estão fechados ou inexplorados. Não é preciso superestruturas para receber turistas como se têm pensado, se precisa apenas gerar valor aos locais. Existem atrações pouco conhecidas ou pouco estimuladas em toda a região, muitas delas de caráter público, que estão esquecidas, ou por falta de consciência ou má gestão, como no caso do Parque dos Pinheiros, que está fechado há uma década, pronto para uso. (saiba mais)

É imprescindível que o poder público se conscientize junto às agências e operadoras de turismo sobre esse panorama, e que se crie alternativas para re-moldar o turismo que temos vivido por aqui, deixando de lado o foco em comissionamento para focar na experiência das pessoas, é disso que se trata o turismo fundamentalmente. Façamos de Gramado e Canela um sinônimo de um turismo verdadeiro, não apenas daquele que distrai o turista, mas também o que acrescenta e que instrui. Precisamos proporcionar momentos fascinantes às pessoas, principalmente com o que temos de genuíno por aqui.

A HISTÓRIA DO TURISMO E O DO CHOCOLATE DE GRAMADO

Desde a chegada de seus primeiros habitantes por volta de 1875, o antigo lugarejo colonial vem se reinventando e aproveitado de seu clima e natureza privilegiados, além do real engajamento público-privado para se desenvolver.

Antes, porém consolidado entre as décadas de 1920-1930, Gramado atraia visitantes e veranistas por sua qualidade paisagística e pelo seu clima ameno – sendo então considerado como propício à saúde e ao tratamento de doenças respiratórias recomendadas pelos ditames da Medicina, que recomendavam temporadas em locais de maior altitude como benéficos para o tratamento da tuberculose e de outras doenças respiratórias, comuns no período.

Assim, com a oportunidade, hotéis foram abertos para receber os veranistas; que conveniados pela facilidade de chegada à localidade, devido à estrada de ferro que vinha de Porto Alegre em 1920, somado às más condições das estradas que ligavam a capital ao litoral Gaúcho, passaram a ser um número considerável no período entre os meses de dezembro a fevereiro (daí a palavra “veranista”); vindos para ficar por alguns dias ou toda temporada de verão.

Mais tarde, no período das grandes guerras europeias, as praias do Brasil estavam fechadas ao público, por motivo de segurança nacional; fato que colocou Gramado, de novo, como opção de veraneio, motivados pela hospitalidade, pela gastronomia e pela paisagem, que lembraria a Europa.

O cenário de prosperidade fez emergir, em 1942, o foco no turismo de segunda residência. O local obteve um empreendimento que reflorestou as margens do Lago Negro e fez um trabalho de paisagismo, alterando ciprestes com álamos vindos da floresta Negra da Alemanha; plantou ainda azaléas e araucárias, colocando xaxins na beira do lago; para que os visitantes pudessem tomar banho de sol, fez uma praia de areia. Para divulgar o empreendimento, criaria o que seria o primeiro roteiro turístico da cidade, denominado “Gramado, Maravilha do Veraneio”. Também fez o primeiro trabalho organizado de divulgação do turismo de Gramado em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul.

Mas a trajetória do turismo no local não aponta apenas momentos de sucesso, como se observada na situação da estrada de ferro. Em 1950, a desativação da linha férrea atingiu profundamente o município, somados à melhoria da infraestrutura que ligava as pessoas ao litoral do estado, Gramado ficara fora da rota dos turistas.

Foi então que a partir dos anos 50, na época da emancipação política do município, que o desenvolvimento do turismo na localidade foi estimulado por ações de empreendedores locais e por uma política de realização de eventos, que uniu autoridade pública, iniciativa privada e comunidade em prol da cidade. Esta foi a deixa para a ascensão da produção artesanal – vindas das habilidades manuais da geração colonizadora -. Produtos genuínos como calçados, malhas e móveis, com requinte e bom gosto, se tornariam sinônimos de Gramado, com qualidade e certificado de origem, que elevariam e dissipariam por mais uma vez o nome de Gramado.

A partir dai, em meados dos anos 70, houve uma iniciativa ousada e isolada de um empresário de criar a primeira fabricação de chocolate artesanal do Brasil em Gramado, deflagrando assim um novo momento, principalmente pelo fato de isto ter ocorrer ao mesmo tempo em que a 1ª edição do Festival de Cinema de Gramado acontecia; quando a mídia nacional e internacional destacava cineastas e artistas, assim como os chocolates que à eles  eram dados. Esse evento, em especial, foi o marco para que Gramado passasse a ser reconhecida pelo chocolate e pela imagem do quão bom é estar em um lugar frio, em um lugar bonito, comendo ou bebendo um bom chocolate, e preparado artesanalmente. Isso somado a outras ações posteriores para dissipar a ideia do chocolate da cidade, causou fortes implicações no turismo e na economia da local, fazendo com que Gramado, por mais uma vez se reinventasse; como ainda acontece nos dias de hoje.

Atualmente, existem 19 fabricas de chocolate na cidade e é também por isso que agora em fevereiro de 2020, senadores devem votar o projeto de lei (PL 4.675/2019) que concede à Gramado o título de Capital Nacional do Chocolate Artesanal.

PARQUE ECOLÓGICO DOS PINHEIROS – GRAMADO

Gramado dispõe de seis parques ecológicos municipais direcionados à conservação ambiental. Na maior parte deles é possível obter acesso por caminhadas e trilhas diversas. Dentre eles há o Parque dos Pinheiros, que desde o inicio do ano tem sido aberto aos dois últimos finais de semana de cada mês, após ter passado por uma revitalização.

Criado para ser o maior atrativo turístico público da Serra, o parque deveria ter sido inaugurado em 2010, mas por problemas burocráticos, prestações de contas e embargos ambientais, o local se deteriorou e precisou então de reformas estruturais nas partes construídas em madeira e na rede elétrica, além de refazer as trilhas ecológicas em meio a mata nativa.

Também foram buscadas as licenças ambientais e o Plano de Prevenção contra Incêndio do local. Na reforma, a prefeitura investiu R$ 929 mil de recursos próprios. A proposta inicial é de que o espaço seja utilizado para estudos ambientais e contemplação da natureza em visitas guiadas por trilhas ecológicas na mata.

Com 133 hectares, o parque tem sede administrativa, lojas, sanitários, trapiche e café. O Parque dos Pinheiros é uma área rica para conservação e pesquisa ambiental e contemplação de cursos hídricos, fauna e vegetação. A licença atual permite apenas pequenas embarcações sem motor, provavelmente com futura concessão que instale barcos a remo ou pedalinhos. Atualmente é possível fazer atividades de ecoturismo, caminhadas e piquenique nas áreas de livre circulação – mas é proibido acender fogo para churrasco e outros fins.

A área fica a cerca 5 quilômetros do centro da cidade e existe a ideia de criar uma ciclovia de acesso. Hoje, a entrada no parque ainda ocorre em momentos específicos, quando há atividades da prefeitura em dias pré-estabelecidos pela secretaria do meio ambiente no site www.gramado.rs.gov.br/secretarias/meio-ambiente.

Consulte a Gramado Online para maiores informações.